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		<title>Meu jeito, meu mundo</title>
		<link>http://anaclaudiavalentim.blog.terra.com.br</link>
		<description>Esse blog &#233; como um di&#225;rio, serve pra expressar pensamentos, ang&#250;stias, alegrias, tristezas e algumas peculiaridades.</description>
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			<title>Cap&#237;tulo 6</title>
			<description>*Bom, perdi os cap&#237;tulos 7 e 8 pq meu pc foi formatado, mas logo continuarei a hist&#243;ria! Por enquanto, leiam os cap 5 e 6!Cap&#237;tulo 6		-O que deu em voc&#234; pra falar todas aquelas mentiras, m&#227;e?- indagou Mel assim que sa&#237;ram da ante sala de espera antes da sala da diretora. 	- Ah, Mel, n&#227;o me fa&#231;a perguntas &#243;bvias!Quis passar uma imagem de menina bem criada e educacada...	-Mas acabou pagando o maior mico mentindo descaradamente. Desde quando meu sonho &#233; estudar nessa escola, m&#227;e? Isso foi id&#233;ia sua!&#8212;replicou a menina incr&#233;dula.	-Sim, mas a diretora n&#227;o precisa saber disso.-respondeu a m&#227;e corando um pouco.- E voc&#234; deveria &#233; me agradecer, pois agora tenho certeza de que tem uma boa imagem com a diretora.	-Ah, muito obrigada por inventar um monte de mentiras a meu respeito pra diretora...- nesse momento, elas cruzavam o port&#227;o de sa&#237;da da escola, e ela via nitidamente de longe a menina com a qual havia conversado dentro da escola. Ela estava cercada por mais algumas pessoas al&#233;m da amiga que a consolara, e parecia ser o centro das aten&#231;&#245;es. 		-Fica quieta e entra logo no carro, Mel. Ainda temos que ir comprar seu uniforme e a lista de material. Vamos aproveitar e fazer isso de uma vez!-L&#250;cia falava com tanta avidez que nem percebia que a filha estava absorta olhando pro outro lado da rua  e pensando intrigada &#8220;Como as pessoas gostam dela, ela sendo desse jeito?&#8221;	-Entra logo!- gritou a m&#227;e, trazendo a filha de volta &#224; realidade.	-Ah, sim m&#227;e, desculpa.- disse a menina num tom calmo. Parece que aquela vis&#227;o a fizera esquecer do que a m&#227;e aprontara com ela perante a diretora.	Ela entrou no carro e as duas seguiram no tr&#226;nsito conturbado ate a loja que vendia os uniformes, segundo o papel dado pela diretora.  &#8220;N&#227;o quero nem ver esse uniforme...tomara que n&#227;o seja que nem aqueles de novela mexicana&#8221;, pensou Mel, rindo e lembrando-se daqueles uniformes, com boina, gravata e saia rodada.	Quando elas entraram na loja, Mel se sentiu confusa e ao mesmo tempo admirada. Havia uniformes de todos os tipos, desde cozinheiro, dom&#233;stica e enfermeira, at&#233; os de gar&#231;ons indo para os escolares. L&#250;cia adiantou-se e chegou at&#233; ao balc&#227;o, onde estava uma vendedora e lhe perguntou sobre o uniforme que procuravam. Ela logo as levou em dire&#231;&#227;o a um conjunto de cabides onde eles estavam. Ela retirou alguns e mostrou para as duas. N&#227;o era nada espalhafatoso como Mel imaginara: o uniforme da escola era uma blusa amarela clara, com um grande bras&#227;o  no lado direito do peito. Um pouco mais adiante estavam as cal&#231;as padr&#227;o da escola, um jeans azul &#237;ndigo.	-At&#233; que &#233; um uniforme bonitinho...-disse Mel, ao ver agora a cal&#231;a e a blusa as escola juntas.	-Voc&#234; vai experimentar Mel. A senhora tem blusa tamanho P e cal&#231;a tamanho 40?- disse a m&#227;e &#224; vendedora.	-Ah, sim. S&#227;o essas. &#8211;disse a vendedora, separando as pe&#231;as.- Os vesti&#225;rios est&#227;o ocupados no momento, &#233; s&#243; esperar um pouco.	Enquanto esperava, ela via que o movimento realmente estava alto naquele dia. Havia pessoas de diferentes escolas , e at&#233; um homem procurando roupa de cozinheiro. A fila para os provadores realmente estava grande e ela ficou reparando nas pessoas que saiam de dentro deles at&#233; que uma em especial a chamou a aten&#231;&#227;o, pois destoava das restantes. Naquele momento sa&#237;a dali uma menina de cabelos ondulados negros, da mesma cor dos olhos e branquinha. Ela era como todas as outras meninas ali, exceto pelo fato de estar usando um t&#234;nis All Star muito surrado, uma saia jeans muito desbotada e uma blusa de frio, apesar de estar um Sol escaldante l&#225; fora. Al&#233;m disso, seu cabelo era extremamente oleoso e estava um tanto desembara&#231;ado. Ela carregava consigo uma mochila tamb&#233;m parecendo ser bem velha. Ela tinha um olhar bem distante e parecia bem nervosa, como se os olhares das pessoas ao seu redor a chateassem. Naquela hora ela sentiu um misto de pena e surpresa por ver algu&#233;m que conseguisse se vestir t&#227;o mal. Nisso, o provador a sua frente ficou vazio e ela entrou. Esse era um dos momentos que ela menos gostava, pois teria que ver seu corpo por inteiro e com certeza sairia dali com o moral baixo. N&#227;o se achava gorda e nem era paran&#243;ica como a maioria, mas o fato de ainda n&#227;o ter os seios desenvolvidos a incomodava muito. Tirou a roupa e colocou o uniforme e ent&#227;o constatou que ele n&#227;o era t&#227;o ruim assim, exceto pela cor amarela,que ela n&#227;o gostava muito. Ela ficou parada em frente ao espelho durante um tempo, comtemplando-se com aquele uniforme e imaginando que surpresas aquela escola a reservava. Quando a m&#227;e a chamou do lado de fora, ela voltou si e logo colocou a roupa de antes. 	-Ficou bom, filha?-perguntou L&#250;cia assim que ela saiu.	-Ah sim, gostei. A cal&#231;a ficou um  pouco apertada, mas at&#233; l&#225; eu emagre&#231;o.- disse a menina rindo.	-Tudo bem ent&#227;o. Vou chamar a vendedora pra gente acertar tudo e ir logo embora.- replicou L&#250;cia.	A m&#227;e chamou a vendedora e ela separou 2 blusas com manga e uma de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica. A cal&#231;a de Educa&#231;&#227;o F&#237;sica ainda estava em falta e elas precisariam voltar outro dia. Ent&#227;o elas se dirigiram ao caixa e Mel viu que aquela menina ainda continuava na fila. Parada na fila, ela podia observar melhor agora a menina que estava a 3 pessoas a sua frente. Ela realmente tinha um ar mal humorado e distante, e aparentava muito desleixo. Quando chegou a sua vez, a menina fez algo que a impressionou ainda mais: ela abriu a mochila e tirou uma lata e colocou sobre o balc&#227;o. Abriu e foi tirando dinheiro dela e Mel percebeu que havia muito mais moedas do que notas. A demora e o barulho foram grandes e muita gente na loja percebeu o que estava acontecendo. Ap&#243;s algum tempo a menina saiu da loja levando uma  sacola, aparentemente envergonhada. Mel continuou na fila. Logo chegou a sua vez e ent&#227;o elas pagaram  pelos uniformes e sa&#237;ram em dire&#231;&#227;o ao carro.	-Anda, Mel. Ainda temos o seu material pra comprar!</description>
			<link>http://anaclaudiavalentim.blog.terra.com.br/capitulo_6</link>
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			<title>Cap&#237;tulo 5</title>
			<description>Cap&#237;tulo 5	Quando Mel e L&#250;cia entraram na sala da diretoria, a impress&#227;o de impon&#234;ncia que a menina teve em rela&#231;&#227;o ao col&#233;gio aumentou significativamente. A sala da diretoria era grande, espa&#231;osa e com uma estante cheia de trof&#233;us. Nas paredes, fotos de antigos diretores e certificados de excel&#234;ncia. Alguns metros a seguir estava sentada uma senhora de apar&#234;ncia muito simp&#225;tica expressando enorme satisfa&#231;&#227;o em receb&#234;-las. A diretora pediu que se acomodassem nas duas cadeiras que estavam em frente a sua escrivaninha, e logo iniciou o assunto.	-Bom dia! Eu sou Rosangela Barcelos, diretora da institui&#231;&#227;o- disse, trocando um aperto de m&#227;o com a m&#227;e da aluna.	-Bom dia, diretora. Como o combinado, eu e minha filha Melissa viemos para a entrevista. &#8211;concluiu L&#250;cia animada.	-Ah, sim. Muito bom. E voc&#234; mocinha, tudo bem?- disse, virando-se em dire&#231;&#227;o &#224; menina.	-Ah...tudo...tudo &#243;timo- respondeu Mel, mal disfar&#231;ando seu nervosismo.	-&#201;...ela est&#225; um pouco nervosa diretora, mas &#233; normal- disse L&#250;cia, interrompendo um abrir de boca da professora, que certamente era em rela&#231;&#227;o ao  nervosismo da garota.- Ela sempre sonhou em estudar nessa escola, desde pequena- neste instante Mel olhou para a m&#227;e espantada com a mentira: h&#225; algumas semanas atr&#225;s ela nem tinha id&#233;ia da exist&#234;ncia daquela escola- Ent&#227;o, parece estar realizando...um sonho- concluiu a m&#227;e, expressando orgulho da filha.	&#8220;Como assim? Eu nunca havia ouvido falar nessa escola. Foi VOC&#202; quem quis que eu estudasse aqui. Ficou louca?&#8221;, pensava ela naquela hora, quando a diretora novamente olhou pra ela e perguntou:	-Ah, &#233;? Muito bom, Melissa! E como ficou sabendo sobre a nossa institui&#231;&#227;o?	-Atrav&#233;s de amigos!- respondeu prontamente L&#250;cia, sem dar chances da menina responder, o que n&#227;o foi nada mal pois ela n&#227;o teria o que responder mesmo-. E de mim, que sempre admirei muito esta escola.	-Hum...bom sinal, n&#227;o? Bom, ent&#227;o vamos direito a entrevista. &#8211;concluiu calma a diretora, mudando de assunto-  A nossa escola como vejo que voc&#234;s j&#225; sabem &#233; uma das mais tradicionais da cidade de S&#227;o Paulo. O sistema de ensino e o material did&#225;tico s&#227;o muito bons, e o &#237;ndice de aprova&#231;&#227;o no vestibular de nossos formandos sempre foram muito altos. Como voc&#234;s podem ver, temos uma estante com trof&#233;us &#8211;nisso Mel virou-se e observou melhor a estante: era realmente repleta de trof&#233;us de todos os tipos e tamanhos.- que foram conquistados pelos nossos alunos em competi&#231;&#245;es inter escolares e tamb&#233;m em disputas individuais. Recebemos tamb&#233;m v&#225;rios certificados, como o mais recente o de Melhor Corpo Docente.	Mel  se sentia cada vez mais impressionada com o alto n&#237;vel da escola- j&#225; sabia que era &#243;tima, mas n&#227;o imaginava encontrar uma sala cheia de trof&#233;us e certificados de excel&#234;ncia.	-A Escola oferece apenas o Ensino M&#233;dio, e todos os anos oferecemos 10 bolsas para os alunos do primeiro ano. Voc&#234; participou do Processo Seletivo, Melissa?-perguntou a diretora.	-N&#227;o. &#201; que mudamos recentemente pra c&#225;. A gente &#233; de Minas.	-Uhum. Mas n&#227;o tem problemas, o processo seletivo &#233; opcional. Bom as aulas ocorrem no per&#237;odo da manh&#227; ou da tarde. As aulas s&#227;o de Segunda a Sexta de 7h a 12h ou de 13h a 18h. Tr&#234;s vezes por semana voc&#234; ter&#225; aulas a tarde, se for estudar de manh&#227;, ou de manh&#227;, se for aluna da tarde. Duas vezes por semana h&#225; aulas de pr&#225;ticas no Laborat&#243;rio de Ci&#234;ncias e uma vez por semana Educa&#231;&#227;o F&#237;sica ou Produ&#231;&#227;o de Texto, uma semana sim e outra n&#227;o. Alguma d&#250;vida?	-N&#227;o...mas, isso tudo &#233; desde o primeiro ano?- perguntou a menina, assustada com tamanha carga hor&#225;ria da escola. Estudar de manh&#227;, e ainda de tarde tr&#234;s vezes por semana? Parecia demais para ela.	-Sim. O objetivo do col&#233;gio &#233; preparar voc&#234;s para o vestibular e at&#233; para a pr&#243;pria faculdade. Os alunos do primeiro ano geralmente estranham esse  ritmo no primeiro trimestre, mas aos poucos v&#227;o se adaptando.- informou Carmem.	-Eu adorei o sistema de ensino- come&#231;ou L&#250;cia entusiasmadamente- &#201; muito bom ter aulas da laborat&#243;rio, poucas pessoas t&#234;m essa oportunidade.	-&#201; verdade. E nos dias em que tiver aulas no per&#237;odo da tarde a escola oferece almo&#231;o, mas voc&#234; n&#227;o &#233; obrigada a almo&#231;ar aqui se quiser. Damos um intervalo entre uma aula e outra.	- Aham...-disse a menina, pesarosa.	-A nossa tesoureira j&#225; acertou com a senhora as formas de pagamento e o valor das parcelas? &#8211;perguntou a diretora &#224; L&#250;cia.	-Sim, j&#225; estamos acertadas.	-Ent&#227;o...-continuou ela, tirando de uma das gavetas alguns pap&#233;is e mostrando-os &#224; m&#227;e da menina- essas s&#227;o as regras de conduta da escola. Pe&#231;o que voc&#234;s a leiam com mais calma em casa mas em as regras mais importantes s&#227;o as seguintes: &#233; proibido ao aluno fumar, consumir bebida alco&#243;lica e namorar dentro das depend&#234;ncias da escola e fora dela enquanto estiver usando o uniforme da mesma. &#201; proibido utilizar o laborat&#243;rio e ao mesmo manusear objetos no mesmo sem a autoriza&#231;&#227;o e orienta&#231;&#227;o de um professor. Ok?	-Sim- disse a menina, espantada agora com a disciplina aparentemente imposta pela escola. 	-Ent&#227;o...tamb&#233;m &#233; proibido transitar pelo col&#233;gio sem o crach&#225; que identifica a permiss&#227;o do professor para tal ato...	Enquanto a diretora enumerava as in&#250;meras proibi&#231;&#245;es, a ansiedade em Mel parecia no limite, pois agora estava conhecendo a parte real da nova escola: um centro de excel&#234;ncia, com uma carga hor&#225;ria extensa e cheio de disciplina. Ser&#225; que teria tempo para fazer amigos nessa escola? Talvez pelo ritmo t&#227;o puxado da escola nem precisasse se preocupar em fazer amigos, pensou ironicamente.	-...e em caso da famosa cola, a pena mais leve dependendo do caso &#233; a suspens&#227;o, podendo chegar at&#233; ao pedido de retirada do aluno das depend&#234;ncias da escola. No geral, as principais regras s&#227;o essas. A menina pode praticar Educa&#231;&#227;o F&#237;sica normalmente?	-Sim, pode. Ela tem uma sa&#250;de de Ferro!- respondeu L&#250;cia orgulhosa, como se ainda estivesse falando de seu beb&#234;.	-Ent&#227;o est&#225; tudo certo. Bom, agora gostaria de fazer algumas perguntas sobre a vida acad&#234;mica da Melissa- disse a diretora, franzindo a testa num tom risonho (essa hora da entrevista devia realmente ser a mais delicada, pensou a menina). Bom, no geral, como s&#227;o as suas notas?	L&#250;cia preparou-se para responder no lugar da menina, mas dessa vez ela chegou adiante, abrindo antes a boca e dizendo em alto e bom som.	-At&#233; que s&#227;o boas. De vez em quando tenho algumas dificuldades mas no geral s&#227;o razo&#225;veis- concluiu a menina num som de sinceridade. 	-Ah, minha filha, sempre modesta!- retorquiu L&#250;cia.	A diretora lan&#231;ou um sorriso amig&#225;vel &#224; m&#227;e e voltou-se de novo para a menina.	-Quais s&#227;o as mat&#233;rias que voc&#234; tem mais dificuldade?	-Bom, sei que no Ensino M&#233;dio entram mat&#233;rias novas n&#227;o &#233;, mas at&#233; agora tenho tido  mais dificuldade em Matem&#225;tica- respondeu prontamente a menina, sendo mais uma vez mais r&#225;pida que a m&#227;e. Seu nervosismo havia passado um pouco, em grande parte, pensou ela, pelo fato de estar conseguindo deter sua m&#227;e e seus coment&#225;rios para ela, inconvenientes.	-Sim,e voc&#234; j&#225; fez algum tipo de refor&#231;o?	-Ela nunca precisou, sempre foi muito auto suficiente!- desta vez L&#250;cia vencera. Na sua cadeira Mel espumava de raiva: tudo bem que nunca havia feito aulas de refor&#231;o, mas essa hist&#243;ria de auto sufici&#234;ncia pra ela era t&#227;o nova quando o fato de estar naquela escola.	-Muito bem, se voc&#234; precisar, a escola conta com aulas de refor&#231;o nos S&#225;bados. &#201; s&#243; se inscrever, tudo bem?	-Sim, senhora.-respondeu a menina.	-Ent&#227;o, acho que a entrevista j&#225; chegou ao fim. A lista de material e os locais onde a senhora pode comprar os uniformes est&#227;o junto com o papel que lhe entreguei com as regras da escola. As aulas se iniciam na primeira semana de Fevereiro, ou seja, n&#227;o falta muito, n&#227;o &#233;?	-Infelizmente- disse a menina num tom inaud&#237;vel....	-Ent&#227;o n&#243;s, j&#225; vamos. Muito obrigada. &#8211;disse a m&#227;e, que parecia estar desapontada com o final da entrevista.	-N&#227;o h&#225; de que! Esperamos voc&#234; no primeiro dia de aula.	A menina retribuiu com um sorrisinho amig&#225;vel, pensando no que diria &#224; sua m&#227;e assim que sa&#237;ssem da sala da diretoria e ent&#227;o sa&#237;ram, fechando a porta com cuidado.</description>
			<link>http://anaclaudiavalentim.blog.terra.com.br/capitulo_5</link>
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			<title>A Hist&#243;ria Contada Sem Nome IV</title>
			<description>Cap&#237;tulo 4
&#160;&#160;&#160; &#160;&#160; Mel, que j&#225; n&#227;o se cabia mais de tanta ansiedade sentiu seus batimentos card&#237;acos acelerarem quando viu a frente da escola: era grande, imponente e com arquitetura do per&#237;odo colonial. Via-se de longe que era um col&#233;gio particular, pois era muito bem cuidado. A pintura era amarelo claro e as portas e janelas um tom dourado claro. Aparentava ter uns tr&#234;s andares e possu&#237;a um estacionamento. Ser&#225; que seria feliz ou prisioneira naquele lugar? Ser&#225; que morreria de tanto estudar ( pois a fama do col&#233;gio a fazia pensar exatamente isso)? Desceram do carro, se identificaram ao porteiro e logo entraram, sendo encaminhadas a passar pela secretaria para chegarem a uma sala a qual esperariam pelo chamado da diretora. No trajeto, a menina se encantava mais com a impon&#234;ncia do lugar, que devido ao recesso, estava vazio. Enquanto se encaminhavam at&#233; a secretaria, Mel viu um aviso em um mural que chamou sua aten&#231;&#227;o:
PROCESSO SELETIVO PARA BOLSAS DE ESTUDOSCANDIDADOS  APROVADOS COM BOLSA INTEGRAL:1&#186;- L&#237;dia Quintanilha Barbosa2&#186;- Karen Isabela Albuquerque Ramos de Andrade e Silva3&#186;- Robson Silveira Castro4&#186;- Evelyn Santos de Almeida Soares5&#186;- Camila de Oliveira CANDIDATOS APROVADOS COM BOLSA PARCIAL (50%):6&#186;- Isabel Miranda Silva7&#186; -Carlos Eduardo Castro8&#186;-Matheus Pereira Souza9&#186;- Carla Cristina Maldonado de Castro10&#186; -Mariana Alencar Fagundes
	-M&#227;e, olha! Teve prova pra bolsa de estudos! Por que voc&#234; n&#227;o me disse, eu ...	-Eu ouvi a respeito, mas a gente tava muito ocupado com a mudan&#231;a, e quando a prova foi aplicada a gente ainda estava em Minas.	-Hum....-disse Mel, j&#225; pensando &#8220;nessa escola deve ter s&#243; nerd. Essa tal de L&#237;dia deve ser um saco...&#8221;	Passaram pela secretaria e chegaram em uma sala branca em que havia pais e filhos esperando para serem chamados. Mel e sua m&#227;e sentaram-se um pouco longe da porta, perto de duas meninas que pareciam conversar fervorosamente. Uma parecendo muito desapontada, enquanto outra parecia consol&#225;-la. Mel sentou do lado de uma delas, e apesar de estarem tomado cuidado para n&#227;o serem ouvidas, n&#227;o foi poss&#237;vel n&#227;o ouvir a conversa.	-Quem essa garota pensa que &#233; pra roubar a MINHA vaga? Era pra EU ser a primeira e n&#227;o ela!- disse a garota, espumando de raiva.	-Calma. Eu sei que voc&#234; n&#227;o gosta de perder, mas n&#227;o precisa ficar assim. A prova foi realmente concorrida e voc&#234; conseguiu ficar em segundo lugar, n&#227;o basta?- disse a amiga em tom de consolo.		-Voc&#234; j&#225; me conhece suficientemente bem pra saber que n&#227;o me conformo em ser a primeira perdedora.		-Mas, voc&#234; &#233; muito inteligente e meu pai me disse que nem sempre o primeiro colocado em um processo seletivo &#233; o melhor aluno da sala. Tenho certeza de que voc&#234; vai ser a melhor.	-Disso tamb&#233;m n&#227;o tenho d&#250;vida.- concluiu, dando uma pequena pausa no que dizia, e retornando segundos depois, parecendo ainda mais injuriada- E se essa tal de L&#237;dia, ousar ao menos tentar atrapalhar meus projetos eu acabo com ela em dois tempos. Fui a primeira colocada em todas as provas pra bolsa que fiz, e justamente na escola em que escolhi estudar acontece isso. - concluiu a  menina, ainda chocada.	-Mas, voc&#234; n&#227;o precisava dessa bolsa, precisava?- disse a amiga com cautela-. Quer dizer, voc&#234; tem dinheiro pra estudar na escola que quiser, n&#227;o precisa estudar de gra&#231;a.	-Eu sei disso, mas se sou boa o suficiente pra ser bolsista, por que n&#227;o ser uma? &#8211;concluiu a garota, persuasivamente.	Ouvindo essa conversa, Mel estarreceu-se. Se a primeira impress&#227;o que teve da escola foi a de uma garota prepotente reclamando por que n&#227;o foi a primeira colocada no concurso de bolsas da escola, o que ela esperaria dos outros colegas? 
-Marcela Charlotte Lima Silveira 
	Disse uma voz saindo da sala da diretora.	-Vou indo l&#225; amiga, mas v&#234; se melhora essa cara. Valeu por ter vindo comigo, mesmo a entrevista dos bolsistas sendo em outro dia.	-T&#225; bom, vai l&#225;.	-Ok. Depois tenho que te contar a nova dieta que comecei hoje. Vamo l&#225; m&#227;e...	Depois de se despedir da amiga, a menina se uniu &#224; m&#227;e e juntas entraram na sala da diretora. Ficando agora sozinha do lado da menina, Mel sentiu um misto de indigna&#231;&#227;o e nojo. Com tantas pessoas sem oportunidade, sem dinheiro pra estudar em uma escola t&#227;o boa, aquela garota mesmo sem precisar da bolsa estava reclamando em ter passado em segundo lugar. Nesse instante ela virou-se e o seu olhar encontrou com o da menina, que lhe deu um sorriso simp&#225;tico, como se pra ela estivesse tudo perfeitamente bem. Olhando melhor, nem parecia a menina que h&#225; segundos atr&#225;s parecia um monstro, pois tinha um ar feliz e aconchegante. Ela era morena de cabelos castanhos e longos, olhos esverdeados e se vestia de um jeito um tanto quanto formal. Mel correspondeu o sorriso e logo a menina iniciou um assunto.	-Tudo bem? &#8211;disse a menina amigavelmente estendendo a m&#227;o.	-Sim. E voc&#234;?- retribuiu Mel, apertando a m&#227;o da menina.	-Tudo. Essa escola &#233; realmente boa e o ambiente parece muito amig&#225;vel, n&#227;o acha? O sistema de ensino &#233; bem condensado e realmente prepara para o vestibular. Tr&#234;s primos meus estudaram aqui e passaram na federal direto. Os professores s&#227;o muito bons, mas pra mim o professor Nestor de Matem&#225;tica &#233; o melhor, tem at&#233; doutorado na &#225;rea. E voc&#234;, escolheu a escola pela grande tradi&#231;&#227;o que ela tem e pela evidente efici&#234;ncia no sistema acad&#234;mico?- concluiu a menina, n&#227;o parecendo nem um pouco ofegante.	-Ah, sim. &#8211;respondeu a menina, ao mesmo tempo admirada com o conhecimento da menina e confusa com o bombardeio de palavras.- Parece ser mesmo muito boa. Queria ter participado do processo seletivo, mas n&#227;o deu tempo. Voc&#234; participou?- disse a menina, querendo testar at&#233; onde ia a dissimula&#231;&#227;o da garota, mas a pergunta pareceu n&#227;o a ter abalado, pois ela respondeu entusiasmada.	-Ah sim, participei.-disse sorridente, como se aquilo pra ela fosse motivo de muito orgulho- Consegui a segunda coloca&#231;&#227;o. Foi uma prova complexa que realmente exigia conhecimento em exatas e principalmente na &#225;rea da L&#237;ngua Portuguesa, como tamb&#233;m nas outras mat&#233;rias, por&#233;m em n&#237;vel inferior. Estou muito ansiosa para o in&#237;cio das aulas, a mat&#233;ria do primeiro ano &#233; base em qualquer vestibular, n&#227;o?	-Ah&#227;....-disse Mel, novamente confusa com o novo bombardeio da menina.- Realmente ouvi dizer que o Ensino aqui &#233; muito bom.	-Ah, sim. Temos aulas pela manh&#227; e laborat&#243;rio a tarde alguns dias da semana. Tem os projetos extras como esportes, teatro, coral, e no final do ano as Olimp&#237;adas Escolares. &#201; um col&#233;gio privilegiado. -concluiu a garota, parecendo feliz em saber de tantas informa&#231;&#245;es.	-Olimp&#237;adas Escolares? Nunca ouvi falar...-disse Mel, deixando finalmente transparecer sua falta de conhecimento sobre a escola.	-&#201; um tipo de competi&#231;&#227;o que engloba todas as mat&#233;rias. Tem a coloca&#231;&#227;o por &#225;rea academica, coloca&#231;&#227;o geral e individual. Os grupos vencedores participam das olimp&#237;adas com as outras escolas.	-Ah...	Nisso, ouviu-se um ranger de porta e a menina que havia entrado saiu. A mulher novamente saiu e disse um novo nome:
-Melissa Andrada de Melo
	-Vamos, Mel!- disse a m&#227;e da menina, apressando-a.	-Bom, tenho que ir! A gente se v&#234; na escola.- disse despedindo-se da menina.	-Sim, querida! Boa sorte!- retribuiu a menina com um grande sorriso.	Ent&#227;o levantou-se e foi em dire&#231;&#227;o &#225; sala da diretoria.</description>
			<link>http://anaclaudiavalentim.blog.terra.com.br/a_historia_contada_sem_nome_iv</link>
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			<title>A Hist&#243;ria Contada Sem Nome III</title>
			<description>Cap&#237;tulo 3
    Os dias se passaram, e foram totalmente ocupados com a arruma&#231;&#227;o da casa nova. L&#250;cia e Mariano coordenavam todo o trabalho enquanto Mel se ocupava da arruma&#231;&#227;o de seu novo quarto. Como a menina n&#227;o gostava que arrumassem suas coisas por ela, ocupou os dias seguintes esvaziando caixas, dobrando roupas e escolhendo a melhor posi&#231;&#227;o para seus m&#243;veis. Decidiu que o papel de parede floral permaneceria. Disp&#244;s os m&#243;veis de maneira que eles ficassem junto das paredes, de forma a deixar espa&#231;o livre para circula&#231;&#227;o. Quando tinha um tempo livre, pensava na nova escola. N&#227;o sabia muitos detalhes, mas a m&#227;e j&#225; havia dito que era uma escola muito boa e consequentemente, com um ritmo de estudos muito pesado. Ser&#225; que as pessoas a esnobariam por ser nova na cidade? Ser&#225; que s&#243; haveriam mauricinhos e patricinhas na escola? Ou ent&#227;o apenas nerds? Como n&#227;o tinha um padr&#227;o definido sobre as escolas de S&#227;o Paulo, pensamentos como esses iam e vinham em sua mente. Apesar de j&#225; ter freq&#252;entado diversas escolas durante o Ensino Fundamental, devido &#224;s constantes mudan&#231;as de cidade, dessa vez era diferente. A escola devia ser grande e com muitos alunos, pensava. E isso a fazia sentir ainda mais insegura e ao mesmo tempo curiosa.    Ap&#243;s alguns dias, a casa enfim estava arrumada. Estava realmente muito bonita, com um aspecto limpo e muito bem cuidado. Apesar de n&#227;o ser muito suntuosa, o fato de estar arrumada deixava a deixava com a impress&#227;o de ser um lugar grande e bastante confort&#225;vel para tr&#234;s pessoas. Um dia durante o jantar, finalmente L&#250;cia voltou a falar sobre a nova escola com a filha:    -Mel, acorde cedo amanh&#227;. Vamos na escola nova fazer sua matr&#237;cula.-disse a m&#227;e, num tom um tanto quanto autorit&#225;rio.    -Mas... por que eu preciso ir junto?- respondeu Mel, transmitindo inseguran&#231;a na voz.    -Por que a diretora vai entrevistar voc&#234;. Todos os alunos passam por uma entrevista antes de entrar nessa escola. -respondeu L&#250;cia, nem imaginando o crescente nervosismo que se instalara em sua filha naquele momento.    -Mas... voc&#234; nem me disse nada..o qu&#234; eu tenho que falar? Que tipo de pergunta v&#227;o fazer? Por qu&#234; n&#227;o me falou sobre isso antes?     -N&#227;o &#233; nada demais, v&#227;o apenas perguntar como foi seu Ensino Fundamental, em 	quais mat&#233;rias tem dificuldades, essas coisas...E vai ser at&#233; bom por que j&#225; vamos pegar a lista de material e comprar seu uniforme. Ent&#227;o, vamos sair daqui mais ou menos umas oito horas, entendeu?    -Mas m&#227;e...tem que ser...-disse a menina, como algu&#233;m que quer dizer algo muito importante, mas n&#227;o encontra as palavras-...n&#227;o poderia ser...outro dia?    -Claro que n&#227;o. As entrevistas s&#227;o agendadas e n&#227;o d&#225; mais tempo de mudar.- disse a m&#227;e num tom conclusivo.    -Ent&#227;o... t&#225; bom.. -respondeu Mel, tristemente conformada em ter que acatar a ordem de sua m&#227;e-. Pai, voc&#234; vai com a gente?    N&#227;o, n&#227;o vai dar. Tenho que revisar alguns documentos pro servi&#231;o, mas vou estar torcendo por voc&#234;.-disse o pai sorridente.    -T&#225;...-aceitou Mel sem op&#231;&#227;o.- J&#225; instalaram o telefone? E a Internet?    -Ainda n&#227;o, nenhum dos dois. Devem instalar essa semana. Essa cidade &#233; muito grande, demora mesmo.    -Ah, que pena...-lamentou Mel, vendo seus planos de ligar pra Fernanda e dividir sua ang&#250;stia indo pro espa&#231;o.    Depois do jantar, a menina foi pro quarto e logo dormiu, evitando pensar no desastre que, segundo ela, seria o dia seguinte.    Na manh&#227; do outro dia, acordou bem cedo e n&#227;o conseguiu dormir mais, de t&#227;o ansiosa com a entrevista.  Depois de algum tempo pensando em sua cama, levantou e tomou banho. Colocou uma roupa confort&#225;vel e logo foi para a sala ver televis&#227;o, para a hora passar mais r&#225;pido. Assim que chegou, encontrou sua m&#227;e ainda de pijamas indo para o banheiro e se espantando em ver a filha arrumada t&#227;o cedo. Enquanto L&#250;cia se arrumava, Mel assistia a televis&#227;o, trocando de canal compulsivamente e batendo o p&#233; direito no ch&#227;o, tentando extravasar tamanha ansiedade. Depois de algum tempo L&#250;cia chamou pela filha e logo foi tirar o carro da garagem. Vendo o semblante da filha assim que ela entrou no carro, disse:	    -Mel, n&#227;o precisa fazer essa cara.  N&#227;o vai ser t&#227;o dif&#237;cil como voc&#234; ta pensando, e no final das contas vai ser melhor pra voc&#234; conhecer a escola antes do primeiro dia de aula.- concluiu a m&#227;e, tentando consolar a filha. Mas Mel n&#227;o respondeu, tampouco se animou com o que a m&#227;e lhe disse. Afinal, estava indo pro col&#233;gio novo despreparada psicologicamente  e nem tinha conseguido falar com Fernanda, coisa que com certeza a teria acalmado. Depois de uns 45 minutos de um tr&#226;nsito conturbado j&#225; nas primeiras horas do dia, finalmente chegaram &#224; escola.</description>
			<link>http://anaclaudiavalentim.blog.terra.com.br/a_historia_contada_sem_nome_iii</link>
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			<title>A Hist&#243;ria Contada Sem Nome II</title>
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Cap&#237;tulo 2:
&#160;&#160;&#160; Depois de algumas horas, as duas chegaram na nova casa em S&#227;o Paulo. Certamente era bem maior e confort&#225;vel do que a de antes, em Uberaba. Tinha um muro verde e um grande port&#227;o prateado que dava para a garagem.  &#193; esquerda tinha uma porta tamb&#233;m na cor cinza, que dava entrada para o jardim. Este era grande e a grama era muito bem cuidada. Tinha uma churrasqueira no muro de pedras do lado esquerdo e uma ducha no muro em frente. Logo adiante estava a casa: um pouco maior que a antiga, mas ideal para tr&#234;s pessoas viverem bem e com privacidade. A pintura era verde beb&#234; e a porta principal e a janelas eram brancas.  Enquanto as duas contemplavam o jardim, os rapazes entravam descarregando a mudan&#231;a. Nisso, um homem de apar&#234;ncia um tanto quanto cansada, de estatura mediana, cabelo preto com alguns fios grisalhos apareceu &#224; porta.	&#160;&#160;&#160; -Mel! L&#250;cia! Enfim voc&#234;s chegaram!-disse o homem impaciente.&#160;&#160;&#160; -Mariano, a viagem foi longa. E como est&#227;o as coisas?- perguntou L&#250;cia, cumprimentando o marido com um beijo.&#160;&#160;&#160; -Est&#225; tudo limpo l&#225; dentro, mas vai demorar alguns dias at&#233; tudo entrar no lugar! E voc&#234;, mocinha? Como foi de viagem?- perguntou o pai, dando um forte abra&#231;o na filha, como se n&#227;o a visse h&#225; meses.&#160;&#160;&#160; -Bem, pai. Mas que casa linda! Ganhou na mega sena e n&#227;o nos contou, foi?-disse Mel, ainda maravilhada com a beleza do im&#243;vel.&#160;&#160;&#160; -N&#227;o, n&#227;o. A casa vai ser quitada em alguns anos. Devemos ficar aqui um bom tempo. Depois que os rapazes terminarem o servi&#231;o, vai l&#225; conhecer seu quarto! Tenho certeza de que vai gostar!&#160;&#160;&#160; -Se o resto da casa for t&#227;o legal quanto o que eu estou vendo at&#233; agora, vou sim.&#160;&#160;&#160; -Mariano, voc&#234; j&#225; tomou o seu rem&#233;dio? Com o cora&#231;&#227;o n&#227;o se brinca! E n&#227;o diga que n&#227;o teve tempo e...&#160;&#160;&#160; -Calma, L&#250;cia! J&#225; tomei hoje mais cedo enquanto...E deixando os pais discutindo sobre o rem&#233;dio pro cora&#231;&#227;o de Mariano , Mel se afastou e digitou no seu celular:
	&#8220;Nanda, voc&#234; tinha raz&#227;o. A casa &#233; linda e sinto que vai dar tudo certo aqui. Beijos&#8221;
&#160;&#160;&#160; E com um sorriso esperan&#231;oso, enviou a mensagem para o celular da prima.&#160;&#160;&#160; Passou algum tempo at&#233; que os rapazes terminassem de colocar tudo dentro da nova casa. Mas depois que isso aconteceu, os tr&#234;s entraram e passaram a discutir a sobre a posi&#231;&#227;o de cada objeto em cada c&#244;modo. A sala era um c&#244;modo grande e com uma grande janela para o jardim. L&#250;cia achava que o jogo de sof&#225; deveria ficar contra a janela, enquanto Mariano julgava melhor que ficassem perto da mesma. A cozinha tamb&#233;m era espa&#231;osa, como exigiu L&#250;cia. Era muito branca e na copa, tinha uma mesa redonda para refei&#231;&#245;es. Apenas o banheiro era um pouco pequeno segundo L&#250;cia, o que gerou um mal estar entre o casal, que logo foi dissipado. Enfim chegaram aos quartos. O do casal era grande e com vista para o quintal dos fundos, que n&#227;o era muito grande e certamente ia servir como &#225;rea de servi&#231;o. Enfim chegaram ao quarto de Mel. Era uma su&#237;te no tamanho exato para uma menina de 15 anos. Tinha um papel de parede floral suave, e um aspecto muito calmo.&#160;&#160;&#160; -Uau! Adorei o quarto pai. Mas ser&#225; que vai caber tudo aqui dentro? Sei l&#225;...n&#227;o tenho muita no&#231;&#227;o dessas coisas...	&#160;&#160;&#160; -Vai sim! Vai caber tudo direitinho.-respondeu prontamente L&#250;cia. E a gente tem que matricular voc&#234; na escola nova, filha.&#160;&#160;&#160; -Ainda temos algumas semanas, m&#227;e. &#8211;disse Mel, num tom que mostrava que n&#227;o era sobre a escola que ela estava a fim de falar naquele momento.- Mas pai, t&#244; assustada. Como voc&#234; conseguiu dinheiro pra uma casa dessas? Que neg&#243;cios s&#227;o esses que antes de voc&#234; ser efetivado j&#225; te d&#225; condi&#231;&#245;es de comprar um im&#243;vel desses?- perguntou a menina sem entender.&#160;&#160;&#160; -&#201; um empreendimento novo, tive um bom adiantamento. E como j&#225; disse financiei a casa... Agora, vamos comer alguma coisa e dormir. Estou muito cansado.-disse ele, num tom de quem coloca um ponto final em um assunto que n&#227;o o est&#225; agradando.&#160;&#160;&#160; -Vamos sim. Vou pegar alguns colchonetes e arrumar pra gente. &#8211;disse L&#250;cia.&#160;&#160;&#160; -T&#225; bom. Nossa, tamb&#233;m t&#244; muito cansada.	E os tr&#234;s sa&#237;ram do quarto e fecharam a porta. Em seguida, se dirigiram &#224; cozinha, onde havia umas bolsas certamente com comida encomendada por Mariano. Enquanto a menina comia faminta, os pais conversavam em tom baixo perto de uma das janelas.&#160;&#160;&#160; -Voc&#234; acha que ela n&#227;o percebeu nada? &#8211;perguntou Mariano curioso.&#160;&#160;&#160; -Creio que n&#227;o. N&#227;o sei se foi uma boa id&#233;ia sua a gente vir pra uma casa t&#227;o bonita assim, ela pode ficar desconfiada. Mas at&#233; agora, ela s&#243; ta impressionada com a mudan&#231;a.&#160;&#160;&#160; -Acho que essa casa bonita e o novo col&#233;gio v&#227;o desviar a aten&#231;&#227;o dela. Ainda bem que conseguimos sair de Minas em tempo. J&#225; estavam em dire&#231;&#227;o &#224; pista certa.&#160;&#160;&#160; -&#201;, mas mais uma vez n&#227;o conseguiram e nunca v&#227;o conseguir o que querem.- respondeu L&#250;cia, com desd&#233;m na voz.&#160;&#160;&#160; -Creio que em uma cidade enorme como essa a chance de sermos encontrados diminui bastante...&#160;&#160;&#160; -Pai! M&#227;e! Voc&#234;s n&#227;o v&#227;o comer???  T&#225; esfriando!- gritou Mel, interrompendo a conversa dos pais, sem nem imaginar sobre o que conversavam.&#160;&#160;&#160; -Ah, sim. J&#225; estamos indo! &#8211;gritou a m&#227;e, acalmando os &#226;nimos da menina. Depois terminamos este assunto.-disse L&#250;cia baixinho ao marido.&#160;&#160;&#160; Mariano fez sinal afirmativo com a cabe&#231;a e os dois seguiram para a mesa na copa. Indo em dire&#231;&#227;o &#224; filha, L&#250;cia tinha uma express&#227;o de desagrado e disse:&#160;&#160;&#160; -Filha, tome um banho antes de dormir. Seu cabelo est&#225; horrendo!-disse ela, passando a m&#227;o por entre os cabelos castanhos da filha, que iam at&#233; a altura dos ombros.&#160;&#160;&#160; -Que isso, m&#227;e. N&#227;o acho que esteja t&#227;o ruim assim, e ali&#225;s, como vamos achar xampu nessa bagun&#231;a toda? &#8211;respondeu a menina.&#160;&#160;&#160; -Eu separei as coisas mais urgentes em uma caixa. E al&#233;m do mais, agora estamos em S&#227;o Paulo, n&#227;o d&#225; mais pra gente andar por a&#237; desleixados como antes. &#160;&#160;&#160; -Ok, m&#227;e.- concordou a menina n&#227;o muito satisfeita.&#160;&#160;&#160; E ent&#227;o L&#250;cia sentou-se na mesa junto da filha e do marido, que trocou um olhar com a esposa de que sabia o porque e aprovava o fato de ela ter mandado a menina para o banho. Os tr&#234;s jantaram. Logo ap&#243;s Mel foi tomar o banho, praticamente obrigada por L&#250;cia. Durante o banho da menina, os pais tiveram uma conversa impaciente no jardim. Ora demonstravam afli&#231;&#227;o e quase alteravam o tom de voz um com o outro, ora demonstravam al&#237;vio e pareciam muito felizes com a nova casa. Assim que a menina apareceu no jardim de banho tomado, a conversa cessou e automaticamente todos entraram em casa. L&#250;cia arrumou os colchonetes ajudada pela filha, que logo que encostou a cabe&#231;a no travesseiro  e dormiu.  Ent&#227;o os pais tomaram seus respectivos banhos e dormiram tamb&#233;m. Antes da meia noite, n&#227;o havia mais ningu&#233;m acordado na  casa da fam&#237;lia de Mel.</description>
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